Como equipamento de suporte essencial do sistema de cabine de descontaminação em salas limpas, o exaustor da cabine de descontaminação é o principal responsável por expelir poeira, odores e o excesso de ar gerado durante o processo, garantindo o equilíbrio da circulação de ar e a conformidade com os padrões de limpeza dentro da cabine. Se o exaustor não tiver vazão de ar suficiente, isso não só afetará a eficácia da purificação da cabine, como também poderá desencadear uma série de problemas em cadeia, representando riscos ocultos para o ambiente de produção e a qualidade do produto.
I. Principais problemas causados por volume de ar insuficiente
1. Falha no Efeito de Purificação do Chuveiro de Ar: A função principal de um chuveiro de ar é remover a poeira suspensa na superfície do corpo humano ou de objetos através de um fluxo de ar de alta velocidade. Um volume de ar insuficiente do exaustor leva a uma má circulação do ar. A poeira removida não consegue ser expelida em tempo hábil, e parte dela acaba se aderindo novamente à superfície dos objetos, resultando em uma limpeza inadequada após o chuveiro de ar. Isso contamina ainda mais o ambiente interno da área limpa e afeta a segurança da produção em indústrias com altos requisitos de limpeza, como manufatura de precisão, produção farmacêutica e processamento de alimentos.
2. Desequilíbrio da Pressão do Ar Interno: Salas limpas geralmente adotam projetos de pressão positiva ou negativa. Como uma área de amortecimento entre a sala limpa e o ambiente externo, um volume insuficiente de ar do exaustor pode comprometer a diferença de pressão entre o ambiente interno e o externo. Se a sala limpa for projetada com pressão positiva, pode ocorrer a infiltração de ar externo com poeira; se for projetada com pressão negativa, o ar limpo da sala limpa pode vazar. Ambos os casos comprometem a estabilidade do ambiente limpo da sala limpa.
3. Perigos Ocultos Agravados de Falhas de Equipamentos: O volume de ar insuficiente aumentará a resistência ao fluxo de ar dentro do exaustor, fazendo com que o motor funcione em sobrecarga por longos períodos e a temperatura suba. Isso não só reduzirá a vida útil do motor, como também poderá causar falhas de segurança, como queima do motor e curto-circuito. Ao mesmo tempo, o fluxo de ar insuficiente levará ao acúmulo de poeira na hélice do exaustor e na parede interna da tubulação, acelerando o desgaste do equipamento e agravando ainda mais o problema do volume de ar insuficiente, formando um ciclo vicioso.
4. Deterioração do conforto do ambiente de trabalho: Os odores e o fluxo de ar quente gerados durante o banho de ar não podem ser dissipados a tempo, o que leva a um aumento da temperatura e à má qualidade do ar dentro do banho de ar, afetando a experiência dos operadores. Isso pode até causar desconforto devido ao ambiente abafado e reduzir a eficiência do trabalho.
II. Principais causas de volume de ar insuficiente
A solução de problemas de volume de ar insuficiente deve começar por três aspectos: o próprio equipamento, o sistema de tubulação e o ambiente de uso. As causas comuns incluem: primeiro, acúmulo excessivo de poeira na hélice do exaustor. A área de ventilação diminui quando as pás são cobertas por poeira, resultando em redução da força motriz do fluxo de ar; segundo, obstrução, deformação ou vazamento de ar nas tubulações de entrada e exaustão. A poeira e os detritos acumulados nas tubulações dificultam a circulação do ar, e danos nas tubulações levam a vazamentos de ar, reduzindo o volume real de ar exaurido; terceiro, falhas no motor, como redução da velocidade do motor, desgaste dos rolamentos, mau contato na linha, etc., resultando em potência de saída insuficiente do motor e incapacidade de acionar a hélice para atingir a velocidade nominal; quarto, desempenho de vedação reduzido do exaustor. Vazamentos de ar por frestas nas molduras das portas e vidros levam ao desvio do fluxo de ar, afetando o volume de ar efetivo real do exaustor; quinto, seleção inadequada de exaustores. Em alguns cenários, a vazão de ar nominal do exaustor não corresponde ao tamanho do box de ar e aos requisitos de limpeza da oficina, operando em plena carga por longos períodos, o que leva gradualmente à redução da vazão de ar.
III. Soluções Eficazes
1. Limpeza e manutenção regulares do equipamento: Elabore um plano de limpeza regular, desmontando periodicamente a carcaça e o rotor do exaustor. Utilize ar comprimido ou agentes de limpeza específicos para remover a poeira e os detritos do rotor e da parede interna da carcaça, garantindo que as pás estejam limpas e desobstruídas. Ao mesmo tempo, limpe o radiador do motor para evitar que o desempenho seja afetado pela má dissipação de calor. Recomenda-se a limpeza pelo menos uma vez por mês, podendo ser reduzida para uma vez a cada duas semanas em ambientes com muita poeira.
2. Revisão do Sistema de Tubulação: Realizar uma inspeção completa das tubulações de entrada e exaustão de ar, limpar a poeira e os detritos das tubulações, reparar as partes danificadas e deformadas, vedar as interfaces e flanges das tubulações, substituir as juntas envelhecidas para evitar vazamentos de ar; se o layout inadequado da tubulação causar resistência excessiva ao fluxo de ar, otimizar a direção da tubulação, reduzir as curvas e as mudanças de diâmetro e diminuir a resistência à ventilação.
3. Diagnóstico de Problemas do Motor e do Sistema Elétrico: Verifique se a velocidade do motor atende ao padrão nominal. Se a velocidade for insuficiente, pode ser devido ao desgaste dos rolamentos e à lubrificação insuficiente. Os rolamentos devem ser substituídos em tempo hábil e deve-se adicionar óleo lubrificante especial; ao mesmo tempo, verifique os componentes elétricos, como cabos, contatores e conversores de frequência, repare os maus contatos e os componentes danificados pelo envelhecimento para garantir a operação estável do motor. Se o motor estiver muito desgastado, ele deve ser substituído por um motor de mesma potência e modelo adequado em tempo hábil.
4. Reforçar o desempenho de vedação do box de ar: Verificar as vedações nas conexões da moldura da porta do box de ar, do vidro e da cabine, substituir as tiras de vedação desgastadas e danificadas, ajustar a folga de fechamento da moldura da porta, garantir que o box de ar esteja bem vedado e evitar desvios no fluxo de ar que afetem a vazão do exaustor.
5. Otimização da Seleção e Configuração de Equipamentos: Se, após a análise de problemas, a insuficiência de volume de ar for causada por uma seleção inadequada, é necessário recalcular o volume de ar requerido com base em parâmetros como o tamanho da cabine de descontaminação, o nível de limpeza do ambiente e a frequência de operação, e substituir o exaustor por um com vazão nominal adequada; ao mesmo tempo, configurar dispositivos de monitoramento de pressão e vazão de ar para monitorar em tempo real o status de operação do exaustor e detectar e corrigir prontamente as anormalidades no volume de ar.
IV. Resumo
A insuficiência de ar no exaustor do chuveiro de ar pode parecer um problema pequeno, mas na verdade afeta a estabilidade operacional de toda a área limpa e a qualidade do produto. Para solucionar esse problema, devemos seguir o princípio de “prevenir primeiro, solucionar depois”. Por meio de limpeza e manutenção regulares, inspeções periódicas de equipamentos e tubulações, e otimização da seleção e configuração, podemos garantir que o exaustor esteja sempre em ótimas condições de funcionamento. Ao mesmo tempo, estabelecer um registro de operação do equipamento para documentar as condições de manutenção e inspeção pode reduzir efetivamente a incidência de insuficiência de ar e fornecer uma garantia confiável para um ambiente de produção limpo.




