Por que o exaustor perde significativamente a capacidade de sucção após 1 a 2 anos de uso?
Muitas famílias enfrentam um problema semelhante: uma coifa recém-comprada possui uma forte sucção, absorvendo rapidamente os vapores da cozinha e mantendo o ar fresco. No entanto, após mais de um ano de uso, mesmo na potência máxima, torna-se difícil eliminar completamente os vapores. Alguns vapores chegam a se espalhar pela sala de estar, poluindo o ambiente e causando manchas de gordura nos armários e paredes. A coifa não apresenta nenhum defeito aparente, então por que sua sucção diminui drasticamente? Este é um problema comum, geralmente causado por uma combinação de fatores e, na maioria dos casos, pode ser resolvido com manutenção diária e soluções simples.
Causas principais: quatro fatores essenciais que levam à atenuação da sucção
1. Entupimento de óleo nos filtros e copos de óleo: o “obstáculo invisível” mais comum
O filtro de um exaustor é a primeira linha de defesa contra a gordura presente na fumaça da cozinha. Seja um filtro de grade ou um filtro tipo colmeia, uma grande quantidade de óleo se acumula nele após uso prolongado. Quando o óleo atinge um certo nível de acúmulo, os orifícios de ventilação do filtro ficam obstruídos, aumentando a resistência à passagem da fumaça e, consequentemente, afetando a sucção. Além disso, se o reservatório de gordura não for limpo por um longo período, o óleo pode transbordar e pingar pelas bordas do filtro, obstruindo ainda mais as aberturas. Alguns usuários também acreditam erroneamente que "não se deve limpar o reservatório de gordura até que esteja cheio", desconhecendo que o óleo volátil presente nele forma uma névoa oleosa que adere à superfície do filtro, acelerando o processo de entupimento.
2. Acúmulo de óleo em dutos de ar e impulsores: o principal obstáculo à transmissão por sucção.
Após passar pelo filtro, os vapores entram no duto de ar interno da coifa e são finalmente aspirados e expelidos para o exterior pela pressão negativa gerada pela rotação em alta velocidade da hélice. No entanto, o óleo presente nos vapores adere à parede interna do duto de ar e à superfície da hélice juntamente com o fluxo de ar, formando uma espessa camada de incrustação. Essa incrustação na parede interna do duto de ar reduz a área da seção transversal de ventilação, enquanto a incrustação na hélice altera seu equilíbrio dinâmico, reduzindo a eficiência de rotação. Além disso, a viscosidade da incrustação aumenta a resistência do ar, resultando na incapacidade da hélice de gerar pressão negativa suficiente. Esse acúmulo interno de óleo é frequentemente negligenciado, mas é um dos principais responsáveis pela redução da sucção, especialmente em famílias que cozinham frequentemente pratos com muito óleo.
3. Instalação inadequada ou problemas nos dutos: “Interferência invisível” do ambiente externo
A baixa sucção de alguns exaustores de cozinha não se deve a problemas com o próprio aparelho, mas sim a perigos ocultos na instalação ou nos dutos de exaustão. Por exemplo, um duto de exaustão excessivamente longo e com muitas curvas aumenta a resistência à saída dos gases; uma vedação inadequada na conexão entre o duto e a rede de distribuição pública causa refluxo ou vazamento de gases, reduzindo a eficiência da exaustão; alguns usuários não reservam espaço suficiente para a instalação durante a reforma, resultando na entrada de ar do exaustor muito próxima ao armário, o que afeta a circulação do ar e, consequentemente, enfraquece a sucção. Além disso, obstruções ou pressão excessiva na rede de distribuição pública também podem dificultar a saída dos gases do exaustor doméstico.
4. Envelhecimento do motor ou falha do capacitor: “Declínio do desempenho” dos componentes principais
O motor é o "coração" do exaustor, responsável por acionar a hélice. Após longos períodos de operação em alta carga, os rolamentos do motor podem sofrer desgaste, levando a uma diminuição da velocidade de rotação; ao mesmo tempo, o desempenho do isolamento dos enrolamentos do motor pode diminuir, resultando em pequenos curtos-circuitos que afetam a potência de saída. Além disso, se o capacitor de partida do motor apresentar perda de capacidade ou danos, isso causará dificuldades na partida do motor e instabilidade na velocidade de rotação, o que se reflete diretamente em uma sucção mais fraca. Esses problemas geralmente ocorrem em exaustores que já foram usados por muito tempo (por exemplo, mais de 5 anos), mas também podem surgir prematuramente se a manutenção diária for inadequada.
Soluções: Tratamentos baseados em cenários para restaurar a sucção eficaz
1. Limpeza diária: Limpe regularmente os filtros e os copos de óleo.
Recomenda-se remover o excesso de óleo da superfície do filtro uma vez por semana e limpá-lo completamente a cada 1-2 meses. Para a limpeza, o filtro pode ser removido, imerso em água morna por 10 minutos e esfregado suavemente com um detergente neutro (como detergente de louça). Evite usar objetos ásperos, como palha de aço, para não arranhar o filtro. O coletor de óleo deve ser limpo assim que estiver cheio e seco com um pano seco após a limpeza para evitar resíduos de óleo. Além disso, após cada uso, o exaustor pode permanecer ligado por 3-5 minutos para eliminar os vapores residuais e a névoa de óleo do duto, reduzindo o acúmulo interno de óleo.
2. Limpeza profunda: Remoção de óleo dos dutos de ar e impulsores
Se a sucção não melhorar após a limpeza diária, será necessária uma limpeza profunda. Para usuários com habilidade manual, primeiro desconecte a fonte de alimentação, remova o painel e a hélice do exaustor, aplique um limpador de óleo específico na hélice e na parede interna do duto de ar, deixe agir por 20 minutos, enxágue com água morna, seque e reinstale. Se você estiver preocupado em danificar o aparelho ao desmontá-lo, entre em contato com o serviço pós-venda da marca para uma limpeza profunda profissional. Geralmente, realizar essa limpeza uma vez por ano é eficaz para prevenir o acúmulo de óleo.
3. Inspeção e Ajuste: Otimização da Instalação e do Layout dos Dutos
Primeiramente, verifique se o duto de exaustão está dobrado ou obstruído. Se o duto for muito longo ou tiver muitas curvas, substitua-o por um duto de diâmetro maior ou reduza o número de curvas. Verifique a conexão entre o duto e a chaminé e vede-a com selante ou juntas à prova de fogo para evitar vazamentos de fumaça. Ao mesmo tempo, certifique-se de que a distância entre a entrada de ar da coifa e os obstáculos ao redor seja de pelo menos 20 cm para garantir uma entrada de ar adequada. Se suspeitar de algum problema com a chaminé, entre em contato com a administração do prédio para inspeção e desobstrução.
4. Manutenção de componentes: Substituição de motores ou capacitores desgastados
Se o exaustor ainda apresentar problemas como sucção fraca, ruído alto e dificuldade para ligar após a limpeza e o ajuste, pode ser devido a uma falha no motor ou no capacitor. Nesse caso, entre em contato com um profissional de manutenção para inspeção. Se for confirmado que o motor está desgastado ou o capacitor está danificado, substitua-os por peças do mesmo modelo. Observe que, ao substituir componentes principais, é importante selecionar peças originais para garantir a segurança e a compatibilidade de desempenho.
Resumo: Prevenir é melhor que remediar para prolongar a vida útil da máquina.
A redução da sucção das coifas não é irreversível; na maioria dos casos, é causada por manutenção diária inadequada. Limpando regularmente os filtros e coletores de gordura, realizando uma limpeza profunda uma vez por ano e prestando atenção à instalação e à tubulação, é possível manter a forte sucção da coifa de forma eficaz. Em caso de falhas em componentes principais, a manutenção e a substituição oportunas também podem restaurar o desempenho do aparelho. Desenvolver bons hábitos de uso e manutenção não só mantém o ambiente da cozinha fresco, como também prolonga a vida útil da coifa, evitando custos desnecessários de substituição.




